segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ser criativo é preciso


Muitas vezes achamos que não podemos ou conseguimos fazer algo, mas a nossa limitação está só em nossa cabeça, com criatividade, preserverança podemos fazer simplesmente tudo. Olhem esse violinista: ele queria ter uma banda de rock, mas o que tinha era um violino, então ele deu o jeito dele.
Não podemos nos acovardar nunca, precisamos lutar pelo que queremos sempre.
Queridos amigos, tentei baixar esse vídeo, mas não sei porque não deu certo. Desse modo clique aqui para acompanhar e veja como esse rapaz foi criativo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Avaliem os textos


Quero pedir aos amigos que acessam esse espaço para que avaliem os texto, me ajudando assim a construir um blog mais interetaivo e interessante. No rodapé de cada texto é só clicar nos adjetivos que melhor o descrevem. É rapidinho!

Onde fica a visão crítica?


Há algum tempo, uma pergunta ronda minha cabeça como uma mosca varejeira fazendo sons similares aos das vuvuzelas africanas: para que serve a Universidade nos dias de hoje? Quando vejo propagandas na TV em que os slogans principais das campanhas são: “tenha seu diploma em dois anos!” “Menos teoria, mais prática!” Nossa! Quando ouço essas coisas, a “mosca varejeira” zoa mais alto em meus ouvidos.
Porém essa postura de 95% das faculdades particulares brasileiras e até alguns cursos das universidades públicas, o que mais me choca, é apenas um reflexo do comportamento do estudante brasileiro. Infelizmente, dentro de um cenário marcado pela extrema competitividade no mercado de trabalho, os alunos não querem “perder” seu precioso tempo com teoria, com filosofia, com sociologia, com antropologia.
Uma pena! É lamentável essa postura arredia com disciplinas que ajudam esses alunos a se formarem homens com senso crítico, postura crítica que é realmente a função da Universidade, da Academia.
A pessoa deve entrar na vida acadêmica procurando evoluir como pessoa e não apenas atrás de um diploma, este é uma conseqüência natural de um bom desempenho universitário. Não entendo quando vejo pessoas colando, pescando, indo de carona nos trabalhos só pela nota. É deprimente, meninos do ensino fundamental até que é compreensível, não tem visão de longo prazo e só querem agradar os pais, mas homens e mulheres agindo do mesmo jeito é triste.
Outro ponto, a universidade é o espaço de construção de conhecimento, e não apenas reprodução. Espera-se que o profissional formado seja capaz de propor novas alternativas para seu campo de atuação, que produza conhecimento. E para isso é preciso conhecer os paradigmas da área e a partir proponha novos paradigmas. E isso não é possível se não for com senso crítico, por isso importância de disciplinas como filosofia e sociologia.
Local de reprodução é no ensino técnico, é lá que se produzem mão-de-obra barata, em série, acéfala, lá é o lugar da prática. A universidade é local do pensamento, da crítica, da proposição, agi de outra forma é se apequenar, não aproveitar uma chance impar de crescer como ser humano, entender que nada é verdadeiro, ser tolerante com o diferente, aprender com o novo, não ter aversão ao novo. Não querer apenas reproduzir, mas produzir, precisamos de pessoas que queiram mudar as coisas e não perpetuar velhos modelos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Homens em construção


O mundo que nos cerca tem pouca coisa, muito pouca mesmo, que nos foi dada. Talvez os aspectos naturais, mas os sociais e simbólicos são tudo frutos de uma construção coletiva. A noção do certo e errado, a monogamia, o sexualismo, a moda, a alimentação e tantos outros aspectos do mundo que nos rodeia são construções sociais, alguém ou alguma sociedade as criaram e as recebemos e tendemos a repeti-las sem o mínimo de senso crítico. Reproduzimos preconceitos, comportamentos, conceitos, ideologias sem nos perguntar porque agimos de tal modo. A ética é um conceito histórico e geográfico sim, não é uma coisa fechada, imutável. O que foi ético no século XV pode não ser mais hoje. O que é ético em uma tribo africana pode não ser em uma sociedade como a brasileira, mas poucas vezes nos perguntamos sobre isso, vamos sendo levados a reboque, vivendo a margem.
Como disse certa vez alguém precisamos trocar os pontos de exclamações por pontos de interrogações e veremos que o consideramos lindo, certo e maravilhoso necessita de muita explicação e pode não ser tão corretos assim. Como já disse em vários textos o ser humano não gosta de mudança, de pensar, de desafiar, de confrontar, Preferimos respostas prontas, rápidas, que não nos exigem muito esforço. As coisas são como são e ponto final. Cômodo isso não? E para isso, para aumentar esse conforto o homem criou os paradigmas que são modelos prontos e acabados que usamos para responder perguntas que determinadas épocas nos impõem. O problema é que a sociedade muda, o tempo passa e as perguntas mudam e para isso os velhos paradigmas não fornecem mais respostas, dentro desse cenário é preciso criar novos paradigmas que conseguirão responder essas novas questões desse novo mundo, dessa nova sociedade.
Com a quebra dos velhos paradigmas e o surgimento de novos o mundo evolui, as revoluções acontecem. E nesse sentido precisamos sempre estar revendo nossos paradigmas pessoais para acompanhar o mundo que nos cerca, para não ficarmos para trás, nos apegando a coisas e conceitos que não fazem mais sentido. Precisamos sempre rever nossas verdades, sermos maleáveis, nos adaptarmos rapidamente a um mundo que está sempre em trans-formação em um processo cada vez mais rápido.
Parafraseando Bauman, precisamos ser seres líquidos em um mundo e uma modernidade líquidas, não há mais espaço para seres sólidos, duros, incapazes de mudar e moldar-se a novas situações. Paradigmas, idéias pré-concebidas sempre existirão, mas seus prazos de validade estão cada vez mais curto e temos que estar cada vez atentos a essas mudanças e mais dispostos a abandonar nossas crenças. Para entender um pouco mais como nascem os paradigmas, veja abaixo esse vídeo que acho uma explicação bem legal sobre esse processo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quem vai falar o que é certo?


Todos nós temos a tendência natural de achar que quando alcançamos nossos objetivos é porque agimos de forma correta, mas não é bem assim que as coisas acontecem no mundo real. Como diria o grande mestre Nelson Rodrigues: às vezes o “imponderável da silva” apronta das suas e faz com que as coisas tomem um rumo totalmente imprevisível. Não podemos controlar tudo que nos cerca.
Há momentos em que fazemos tudo certo, ou pensamos ser o certo, agimos conforme nos ensinam os manuais e dá tudo errado. É óbvio que o contrário também acontece, aí falamos que foi sorte ou azar. O que acontece, a meu modo de ver, é que se as coisas forem para dar certo ou errado, elas darão certo ou errado, não adianta. É claro que planejar, tomas os cuidados necessários aumentam as chances de atingirmos nossos objetivos, mas isso não é garantia de nada, na vida nada tem garantia, é preciso conviver com o imponderável.
Vejo isso de modo muito claro quando queremos conquistar uma namorada. Tomamos todo cuidado, nos apresentamos da melhor forma, somos carinhosos, elogiamos, mandamos flores, declamamos poesias e ... levamos um fora! Aí pensamos: onde que eu errei? Fui muito lento? Muito melado? Deveria ter sido mais ousado? Não meu amigo, o que aconteceu, foi simplesmente que não rolou química!
Quando acontece a química, quando a vontade e o desejo são mútuos, aí você pode gaguejar, se tremer, falar piadas infantis, piadas grossas e chulas que tudo diverte, tudo é legal. Tudo se torna correto. E como é fácil, tudo se encaminha naturalmente, sem forçar a barra, o cara não se torna chato. Uma coisa que falo para todos meus amigos, não rolou, sentiu que a menina não se encantou, desiste. Ficar no pé, só vai contribuir para aumentar a raiva e lhe achar um chato. Reconheça que não deu certo e parta para outra, é melhor para todos.
Isso me faz pensar em algo que venho acalentando há alguns anos, a noção de certo e errado está mais no destino do que na viagem. Caso você chegue a seu ponto final não importa o caminho que você fez. Se as coisas derem certo, tudo o que você fez passa a ser correto, mesmo que em outra ocasião deem errado, ou mesmo você admita que agiu de modo errado. O objetivo é o que conta.
Por essa razão meu amigo não fique nervoso quando você todo mauricinho, perfumado, penteado, educado perder a menina em uma festa para um “escroto” de boné virado, bermudão, corrente de aço no pescoço. Não, não há nada de errado contigo e no caminho adotado, apenas não rolou química com aquela menina em particular.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

É preciso estar preparado para tudo


Certa vez um mestre levou seu discípulo a uma humilde fazenda, a família era muito pobre e começaram a perguntar aos moradores o modo de vida naquele pequeno roçado. O patriarca afirmou que viviam exclusivamente do leite que uma vaquinha dava e com esse leite produziam os alimentos suficientes para suas sobrevivências.
Ao saírem, o mestre ordenou ao aluno que jogasse a vaquinha em um precipício. O jovem tentou argumentar, mas o mestre foi taxativo e então ele fez o que fora ordenado, matou a vaca. Passou um ano de sua vida se lamentando, se condenando. Como havia sido tão cruel? Acabar com o único sustento de uma humilde família?
Não suportando mais tal pressão resolveu voltar ao local para pedir perdão e tentar ajudar aquelas pessoas. Ao chegar lá o cenário que viu deixou mais apavorado. Era tudo lindo, plantações a perder de vista, uma linda e luxuosa sede, carros, piscina. Ele apavorado perguntou a um senhor: - Onde está aquela família pobre que morava aqui o ano passado? Tiveram que ir embora? O senhor respondeu:
- Somos nós. Lembro do senhor. Cadê o outro que o acompanhava? O aluno perguntou: mas como? O que houve? A resposta do velho o deixou chocado:
- Vivíamos naquela época do que dava aquela vaquinha, mas logo depois de sua visita, ela se perdeu e caiu em um barranco e morreu, sem ela tivemos que procurar outro meio de vida e então começamos a diversificar os negócios, a aproveitar melhor nossas terras e deu certo.
Depois de ler essa história em 2001, comecei a perceber como eu me agarrava também a um monte de vaquinhas e como isso, por vezes, atrasa nossa caminhada. Eu sei que é normal a todas as pessoas se acomodarem, não é próprio ao ser humano o stress. Tudo o que queremos na vida é uma situação que nos permita relaxar e viver no automático.
Mas temos que estar preparados, cada dia mais, para a morte de nossas vaquinhas, para poder diversificar nossos horizontes, nossas potencialidades. Hoje, não vou falar que não me apego a vaquinhas, sim me apego, mas não fico apavorado quando vejo elas morrendo. Temos que estar preparados para tudo, confiar em nós mesmos, não em uma postura arrogante, mas confiante. O mundo gira, o tempo passa e nada, nenhuma vaquinha é imortal.