sexta-feira, 7 de maio de 2010

Um pouco de Amor Próprio


Fico chocado com todas as notícias sobre assassinato. Como alguém pode dormir pelo resto da vida sabendo que suas entranhas estão manchadas e marcadas pelo sangue de sua vítima? Porém, o que mais me choca é quando o crime é o chamado passional. Nossa! Fico perplexo com esses caras que por conta de um fim de um relacionamento matam suas parceiras ou vice-versa.
Fico a me perguntar: cadê o amor próprio dessas pessoas? Ninguém é obrigado a estar com outra pessoa sem querer, e se não quer, dane-se! Tem quem queira! A vida é dinâmica demais, isso é o legal dela, as coisas que hoje se apresentam de uma forma, amanhã poderão estar totalmente diferentes, espere, se acalme, as coisas poderão mudar.
Matar uma pessoa pelo fim de um relacionamento é o fim da picada. Literalmente!
O amor é bom se for algo compartilhado, uma troca mútua, um desejo mútuo regado diariamente com afeto, carinho, respeito, tesão. Essa é a base de todo relacionamento humano, até da amizade. Quem suporta ser amigo de alguém chato, pedante? Quando partimos para namoro e casamento então, aí que isso é mesmo fundamental. Qual é a graça de estar com alguém que não te ama, “está contigo” apenas por medo, pena, obrigação? Essas são características antagônicas às primeiras listadas.
Caso a pessoa chegue a conclusão de que não vale mais a pena estar contigo. Aceite. Não se rebaixe. Está tudo bem. Amanhã é outro dia. Seja feliz. Também procurarei a minha felicidade, diga. Não tenha medo de virar a página, boas histórias estão reservadas. Não tenha medo da solidão, se ame! Acima de tudo, se ame. Só tem medo da solidão aqueles que têm medo de seus próprios pensamentos, se relacione bem com você.
Lembre-se de que ninguém nasceu grudado em ninguém e que vivia muito bem sem aquela pessoa. Lamente se for o caso, até porque ninguém entra numa história apostando no fracasso, mas há coisas que fogem de seu domínio, portanto, mantenha a dignidade. Continue a viver, não feche portas, o sucesso e a derrocada são caminhos naturais a tudo, não é porque uma história deu errada que todas terão o mesmo fim.
Claro que isso não pressupõe uma atitude altiva, arrogante, tipo: - que se foda você, eu sou mais eu! As coisas não são assim. Valorize aquele que tenha uma atitude recíproca com você. Reconheça sempre que ela importante e que você quer tê-la ao seu lado, mas não se rebaixe nunca, ninguém merece que nos violentemos por ela e nem peça isso a ninguém.
Reconheça que o mundo, a vida reserva surpresas para todos, se você sente tesão por aquela nova pessoa do serviço ou da classe, admita que isso acontece todos os dias na vida do seu parceiro. Admita que realmente a nova pessoa que entrou na vida dela é mais interessante que você, deixe ela viver sua história, erga a cabeça e recomece a construir a sua.

PS. Quem quiser ouvir essa história resumida e poeticamente construída clique aqui.

Um comentário:

  1. Realmente um pouco de amor-próprio não faz mal a ninguém... Acredito que a maioria dos relacionamentos se desfaçam por causa que falta autoestima nas pessoas, amor-próprio... As pessoas neste mundo contemporâneo estão mais carentes e se agarram ao parceiro como se fosse um escudo protetor... quando o relacionamento termina se sentem vazias e a vida perde o sentido. Não sabem que a feliciade brota do interior para o exterior e não o inverso... Adorei o texto!!!

    ResponderExcluir