quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vivendo e aprendendo a jogar II


Seria muito bom, seria muito legal se todas as pessoas pensassem, sentisse e agissem da mesma forma. Seria bem mais fácil para todos, não existiria problemas de relacionamento. A vida seria bem mais simples, bem mais segura. A forma que comecei esse texto é apenas uma provocação, uma tentativa de supormos tal situação.
Na verdade seria muito chato, muito monótono, é no conflito que as coisas evoluem, é na soma de idéias, opiniões, visões, experiências que o homem anda para frente na escala evolutiva. E aí que mora a chave de tudo, na soma e para somar é preciso ouvirmos, não podemos querer anular as opiniões contrárias. Isso tudo já venho falando há algum tempo nesse espaço.
Mas como todo dia aprendemos algo novo, por esses dias estou ratificando uma idéia que trago comigo há algum tempo: não podemos achar que temos a chave da salvação do mundo. O meu modo de ver e se comportar no mundo é bom para mim e só para mim. Eu não posso querer achar que esse modo é o único e o mais correto. Achar que tenho a possibilidade de salvar as pessoas e aqueles que não vivem como eu estão perdidos ou não sabem o que é bom.
Acho minha vida muito boa, sou um cara tranqüilo, não crio confusões, não crio dificuldades, acho que os problemas são do tamanho que damos a eles e que a melhor forma de resolver os problemas é não criá-los, ponto. Isso é bom para mim e só para mim, tem gente que gosta de confusão, gosta de pressão, rende melhor nessas condições, etc. Esse é o universo delas, para mim não dá, não durmo. Não sei me relacionar com o medo.
Um ensinamento cristão nos diz que não é correto dar aquilo que não queremos para nós aos outros. Isso sem dúvida é um bom começo, pois de fato, há certas coisas que são comuns não serem boas para ninguém. Entretanto, eu completaria o ditado cristão falando que talvez mais importante que não dar aquilo que julgamos não ser bom é olhar o mundo com os olhos do outro, sentir o mundo como o outro sente. Tarefa difícil, eu sei, mas devemos nos entregar a esse exercício.
Talvez o que não queira para mim é exatamente o que faz o outro feliz e antes de criticá-lo, preciso entende-lo. Quem nunca disse a seguinte: - como fulano não enxerga isso, é tão claro, é tão óbvio para mim. Quando falar isso novamente, procure trocar óculos com a pessoa, talvez o mundo que você passe a enxergar seja tão maravilhoso quanto o seu, diferente, mas incrivelmente belo.

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