Começo esse texto com duas provocações a quem por ventura desperdiçar seu precioso tempo lendo essas bobagens. A primeira: esqueçam as verdades, nada daquilo que vemos ou entendemos não passa de mera ilusão, mera construção, enfim, mera representação. A segunda: troquem os sinais de exclamação por interrogações e verá que aquilo que tem como certo, não é tão certo assim.
Espero que os leitores que começaram a ler esse texto não fiquem tão chocados que o abandonem. O pensador francês Jean Boudrillard há algum tempo já anunciou a proeminência do signo. A representação hoje é mais real que o objeto, esse está vazio, não tem mais sentido.
Certo dia estava assistindo ao jornal local e foi entrevistada uma cantora que fazia uma apresentação na cidade naquela noite. O cenário do show, segundo a cantora representava o seu quarto, pois ela queria que o público se sentisse como se estivesse tocando e cantando no seu quarto. Ora, ela nunca conseguirá isso! Ali estão apenas signos, representação. Ali não é e nunca será o quarto dela, apenas representações vazias que cada espectador da platéia construirá e perceberá de uma forma.
Isso vai ao encontro do que diz a semiótica peirceana que também afirma que o signo não recobre todo o objeto, pois se assim fosse signo e objeto seria a mesma coisa. Para tornar mais claro: um mapa não é o território, ele apenas o representa. Caso conseguimos fabricar um mapa do tamanho de um território, os dois seria a mesma coisa.
Porque afirmo isso? Para tentar demonstrar aos que me leem que o signo apenas dá indícios sobre o objeto, ele não é o objeto. O signo cumpre sua função pelo e através de quem o interpreta, que lhe dá sentido. Desse modo, uma cena que choca várias pessoas, causam risos em outras, indiferença em outras. E até mesmo o horror e o riso ante a cena possuem gradações diferentes, umas riem e se chocam menos ou mais que outras.
Aqui chego ao ponto crucial, pois desse modo a verdade não existe, cada pessoa tem a sua verdade, pois lida com a realidade de uma maneira diferente da outra. Eu tenho o meu arcabouço intelectual que me permitem enxergar o mundo de uma forma, minha mãe tem outro e a fazem enxergar os mesmos signos por outra perspectiva e formular outras verdades. Quem sou eu para falar que eu estou ou errado, tenho que apenas entende-la e aceita-la. Mostrar meu ponto de vista quem sabe? Mas nunca tentar impor nada.
A verdade não existe, a realidade é uma ilusão, cada pessoa constrói seu mundo a sua maneira. Isso é um ponto. E porque necessitamos tanto de uma verdade? Porque aceitar que nada é para sempre é tão difícil para algumas pessoas? Isso será tema do próximo post, espero que aguardem!
Espero que os leitores que começaram a ler esse texto não fiquem tão chocados que o abandonem. O pensador francês Jean Boudrillard há algum tempo já anunciou a proeminência do signo. A representação hoje é mais real que o objeto, esse está vazio, não tem mais sentido.
Certo dia estava assistindo ao jornal local e foi entrevistada uma cantora que fazia uma apresentação na cidade naquela noite. O cenário do show, segundo a cantora representava o seu quarto, pois ela queria que o público se sentisse como se estivesse tocando e cantando no seu quarto. Ora, ela nunca conseguirá isso! Ali estão apenas signos, representação. Ali não é e nunca será o quarto dela, apenas representações vazias que cada espectador da platéia construirá e perceberá de uma forma.
Isso vai ao encontro do que diz a semiótica peirceana que também afirma que o signo não recobre todo o objeto, pois se assim fosse signo e objeto seria a mesma coisa. Para tornar mais claro: um mapa não é o território, ele apenas o representa. Caso conseguimos fabricar um mapa do tamanho de um território, os dois seria a mesma coisa.
Porque afirmo isso? Para tentar demonstrar aos que me leem que o signo apenas dá indícios sobre o objeto, ele não é o objeto. O signo cumpre sua função pelo e através de quem o interpreta, que lhe dá sentido. Desse modo, uma cena que choca várias pessoas, causam risos em outras, indiferença em outras. E até mesmo o horror e o riso ante a cena possuem gradações diferentes, umas riem e se chocam menos ou mais que outras.
Aqui chego ao ponto crucial, pois desse modo a verdade não existe, cada pessoa tem a sua verdade, pois lida com a realidade de uma maneira diferente da outra. Eu tenho o meu arcabouço intelectual que me permitem enxergar o mundo de uma forma, minha mãe tem outro e a fazem enxergar os mesmos signos por outra perspectiva e formular outras verdades. Quem sou eu para falar que eu estou ou errado, tenho que apenas entende-la e aceita-la. Mostrar meu ponto de vista quem sabe? Mas nunca tentar impor nada.
A verdade não existe, a realidade é uma ilusão, cada pessoa constrói seu mundo a sua maneira. Isso é um ponto. E porque necessitamos tanto de uma verdade? Porque aceitar que nada é para sempre é tão difícil para algumas pessoas? Isso será tema do próximo post, espero que aguardem!
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