Há uma três semanas, eu estava participando de uma série de seminários e em um desses dias cheguei um pouco mais adiantado do que de costume e fui a um café que existe ao lado do centro cultural em que acontecia os seminários.
Entrei pedi o cardápio e um detalhe me chamou a atenção: o alto preço das comidas! Caramba, um pastel cinco reais é muito caro. Em torno, compondo o ambiente, livros a venda, quase todos sobre culinária. Mais sustos. Os preços dos exemplares giravam em torno dos R$ 100 cada!
Na hora pensei algo que não sei se os leitores desse post concordarão, mas tive a impressão que Cultura nesse país está intimamente ligado a Status, a poder e consequentemente a grana.
Ou seja, os pobres não tem condições, ou melhor, requinte para frequentar um centro cultural, só os mais abastados e, portanto, pode-se cobrar aqueles preços exorbitantes nos preços dos alimentos e das publicações.
Mas será que isso é verdade, ou esses preços são exagerados para aumentare ainda mais o abismo entre os pobres e ricos nesse país. A cultura popular é barata, vários artistas nesse país vivem de cantar em bares e botequins em que o cover é três reais. Porque cobrar cinco reais em um pastel? Será que sabem de antemão ou presumem que o pobre, o lascado, o trabalhador não tem capacidade, gosto ou tempo de frequentar um centro cultural? São perguntas que me fazem pensar e cada vez mais ter certeza que a divisão errônea entre alta e baixa cultura não caiu totalmente.
Creio que o preço da comida não esteja diretamente ligado ao refinamento do público neste quesito, afinal pastel (que adoro) é considerado comida de pobre.
ResponderExcluirValeu Mayara pelo comentário. Ao mer ver a questão não está no produto disponibilizado, mas no preço cobrado. Cinco Reais! Na Viçosa é 1 real e ainda vem o caldo de cana.
ResponderExcluirO pensamento é: podemos cobrar esse preço absurdo, pois aqui circula pessoas refinadas que consomem cultura, pobra nem passa por aqui. Um pensamento mediocre que apenas serve para aumentar o abismo.
Beijos querida amiga!
Franciane Luz
ResponderExcluirInfelizmente vivemos num País onde existe sim as Leis assegurando a todos o direito ao lazer "cultura", mas que na verdade a classe menos favorecida que é a grande maioria da população não tem acesso, pois sentem-se excluidos, sem ter seus direitos assegurados, onde vemos e vivenciamos a cada dia prevalecer o ter e não o ser, onde constata-se em vários estabelecimentos quer seja comercial, social, darem um tratamento pela aparência.
Cabe sim a todos nós conhecer e fazer valer os nossos direitos cobrando sim investimentos no que diz respeito a Centros Culturais que sejam acessíveis a todos.
É Verdade que existe essa diferença, passei por algo assim. Perguntei a vários funcionários de um shopping onde ficava um teatro e nehum conseguia me dar qualquer pista do local, logo entendi que que a falta de acesso os impossibilitava conhecer o local. Mas há também locais com maiores atrações culturais e que são gratuitas. Essa diferença é que é um tanto gritante em Brasília.
ResponderExcluir