Há alguns posts atrás afirmei que a verdade não existe, mas as pessoas precisam crer que existe uma verdade. E porque isso acontece? Existem dois fatores que podemos usar para explicarmos tal necessidade. A primeira reside no fato que a existência de uma verdade possibilita ao homem confiar que sua vida tem algum sentido.
Viver sem verdades significa viver sem certeza e isso é impensável para qualquer um de nós. Albert Camus em seu livro O Mito de Sísifo fala com propriedade que a vida humana vai ao encontro do absurdo. E realmente. Vivemos para quê? Para onde estamos indo? Será que nossos planos e objetivos nos levarão a algum lugar? O ser humano assim como Sísifo está condenado a levar uma pedra até o alto de uma montanha e deixar rolar abaixo, para no outro dia levá-la de novo. Nossos esforços são repetitivos e de resultado incerto.
O problema é que para muitas pessoas é impossível encarar essa dura realidade, para nós é preferível acreditar que nossa vida tem algum sentido embasado nas verdades que criamos e acreditamos piamente, até que um dia, em um segundo, um fato faz cair todas nossas certezas e enxergamos nossa vida de outra maneira.
Não caros amigos, não sou apocalíptico, mas acho que devemos ter consciência da fragilidade de nossas verdades, e que a verdade do outro é tão verdadeira quanto as nossas. Como dizia um professor meu: o homem morre sem dentes, sem cabelos e sem ilusões, então para que alimentá-las?
Eu sei e entendo que essas ilusões muitas vezes é o que nos mantém vivos, mas precisamos ter o distanciamento necessário para saber que elas não passam de ilusões e a qualquer momento podem se desmanchar. Pois como afirmou Marx: “tudo que é sólido se desmancha no ar”.O segundo ponto que fazem as pessoas terem certeza da existência de uma verdade está relacionado ao conceito de anomia. Mas esse é assunto para os próximos posts.
Viver sem verdades significa viver sem certeza e isso é impensável para qualquer um de nós. Albert Camus em seu livro O Mito de Sísifo fala com propriedade que a vida humana vai ao encontro do absurdo. E realmente. Vivemos para quê? Para onde estamos indo? Será que nossos planos e objetivos nos levarão a algum lugar? O ser humano assim como Sísifo está condenado a levar uma pedra até o alto de uma montanha e deixar rolar abaixo, para no outro dia levá-la de novo. Nossos esforços são repetitivos e de resultado incerto.
O problema é que para muitas pessoas é impossível encarar essa dura realidade, para nós é preferível acreditar que nossa vida tem algum sentido embasado nas verdades que criamos e acreditamos piamente, até que um dia, em um segundo, um fato faz cair todas nossas certezas e enxergamos nossa vida de outra maneira.
Não caros amigos, não sou apocalíptico, mas acho que devemos ter consciência da fragilidade de nossas verdades, e que a verdade do outro é tão verdadeira quanto as nossas. Como dizia um professor meu: o homem morre sem dentes, sem cabelos e sem ilusões, então para que alimentá-las?
Eu sei e entendo que essas ilusões muitas vezes é o que nos mantém vivos, mas precisamos ter o distanciamento necessário para saber que elas não passam de ilusões e a qualquer momento podem se desmanchar. Pois como afirmou Marx: “tudo que é sólido se desmancha no ar”.O segundo ponto que fazem as pessoas terem certeza da existência de uma verdade está relacionado ao conceito de anomia. Mas esse é assunto para os próximos posts.
"o homem morre sem dentes, sem cabelos e sem ilusões, então para que alimentá-las?"
ResponderExcluirPara viver e ser feliz. Viver pode ser um grande dom ou um abismo profundo. Tudo depende de como vamos encarar isso, de nossas emoções e nossas determinações. Eu prefiro festejar a vida, lapidando cada ilusão.
Patricia