segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ser criativo é preciso


Muitas vezes achamos que não podemos ou conseguimos fazer algo, mas a nossa limitação está só em nossa cabeça, com criatividade, preserverança podemos fazer simplesmente tudo. Olhem esse violinista: ele queria ter uma banda de rock, mas o que tinha era um violino, então ele deu o jeito dele.
Não podemos nos acovardar nunca, precisamos lutar pelo que queremos sempre.
Queridos amigos, tentei baixar esse vídeo, mas não sei porque não deu certo. Desse modo clique aqui para acompanhar e veja como esse rapaz foi criativo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Avaliem os textos


Quero pedir aos amigos que acessam esse espaço para que avaliem os texto, me ajudando assim a construir um blog mais interetaivo e interessante. No rodapé de cada texto é só clicar nos adjetivos que melhor o descrevem. É rapidinho!

Onde fica a visão crítica?


Há algum tempo, uma pergunta ronda minha cabeça como uma mosca varejeira fazendo sons similares aos das vuvuzelas africanas: para que serve a Universidade nos dias de hoje? Quando vejo propagandas na TV em que os slogans principais das campanhas são: “tenha seu diploma em dois anos!” “Menos teoria, mais prática!” Nossa! Quando ouço essas coisas, a “mosca varejeira” zoa mais alto em meus ouvidos.
Porém essa postura de 95% das faculdades particulares brasileiras e até alguns cursos das universidades públicas, o que mais me choca, é apenas um reflexo do comportamento do estudante brasileiro. Infelizmente, dentro de um cenário marcado pela extrema competitividade no mercado de trabalho, os alunos não querem “perder” seu precioso tempo com teoria, com filosofia, com sociologia, com antropologia.
Uma pena! É lamentável essa postura arredia com disciplinas que ajudam esses alunos a se formarem homens com senso crítico, postura crítica que é realmente a função da Universidade, da Academia.
A pessoa deve entrar na vida acadêmica procurando evoluir como pessoa e não apenas atrás de um diploma, este é uma conseqüência natural de um bom desempenho universitário. Não entendo quando vejo pessoas colando, pescando, indo de carona nos trabalhos só pela nota. É deprimente, meninos do ensino fundamental até que é compreensível, não tem visão de longo prazo e só querem agradar os pais, mas homens e mulheres agindo do mesmo jeito é triste.
Outro ponto, a universidade é o espaço de construção de conhecimento, e não apenas reprodução. Espera-se que o profissional formado seja capaz de propor novas alternativas para seu campo de atuação, que produza conhecimento. E para isso é preciso conhecer os paradigmas da área e a partir proponha novos paradigmas. E isso não é possível se não for com senso crítico, por isso importância de disciplinas como filosofia e sociologia.
Local de reprodução é no ensino técnico, é lá que se produzem mão-de-obra barata, em série, acéfala, lá é o lugar da prática. A universidade é local do pensamento, da crítica, da proposição, agi de outra forma é se apequenar, não aproveitar uma chance impar de crescer como ser humano, entender que nada é verdadeiro, ser tolerante com o diferente, aprender com o novo, não ter aversão ao novo. Não querer apenas reproduzir, mas produzir, precisamos de pessoas que queiram mudar as coisas e não perpetuar velhos modelos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Homens em construção


O mundo que nos cerca tem pouca coisa, muito pouca mesmo, que nos foi dada. Talvez os aspectos naturais, mas os sociais e simbólicos são tudo frutos de uma construção coletiva. A noção do certo e errado, a monogamia, o sexualismo, a moda, a alimentação e tantos outros aspectos do mundo que nos rodeia são construções sociais, alguém ou alguma sociedade as criaram e as recebemos e tendemos a repeti-las sem o mínimo de senso crítico. Reproduzimos preconceitos, comportamentos, conceitos, ideologias sem nos perguntar porque agimos de tal modo. A ética é um conceito histórico e geográfico sim, não é uma coisa fechada, imutável. O que foi ético no século XV pode não ser mais hoje. O que é ético em uma tribo africana pode não ser em uma sociedade como a brasileira, mas poucas vezes nos perguntamos sobre isso, vamos sendo levados a reboque, vivendo a margem.
Como disse certa vez alguém precisamos trocar os pontos de exclamações por pontos de interrogações e veremos que o consideramos lindo, certo e maravilhoso necessita de muita explicação e pode não ser tão corretos assim. Como já disse em vários textos o ser humano não gosta de mudança, de pensar, de desafiar, de confrontar, Preferimos respostas prontas, rápidas, que não nos exigem muito esforço. As coisas são como são e ponto final. Cômodo isso não? E para isso, para aumentar esse conforto o homem criou os paradigmas que são modelos prontos e acabados que usamos para responder perguntas que determinadas épocas nos impõem. O problema é que a sociedade muda, o tempo passa e as perguntas mudam e para isso os velhos paradigmas não fornecem mais respostas, dentro desse cenário é preciso criar novos paradigmas que conseguirão responder essas novas questões desse novo mundo, dessa nova sociedade.
Com a quebra dos velhos paradigmas e o surgimento de novos o mundo evolui, as revoluções acontecem. E nesse sentido precisamos sempre estar revendo nossos paradigmas pessoais para acompanhar o mundo que nos cerca, para não ficarmos para trás, nos apegando a coisas e conceitos que não fazem mais sentido. Precisamos sempre rever nossas verdades, sermos maleáveis, nos adaptarmos rapidamente a um mundo que está sempre em trans-formação em um processo cada vez mais rápido.
Parafraseando Bauman, precisamos ser seres líquidos em um mundo e uma modernidade líquidas, não há mais espaço para seres sólidos, duros, incapazes de mudar e moldar-se a novas situações. Paradigmas, idéias pré-concebidas sempre existirão, mas seus prazos de validade estão cada vez mais curto e temos que estar cada vez atentos a essas mudanças e mais dispostos a abandonar nossas crenças. Para entender um pouco mais como nascem os paradigmas, veja abaixo esse vídeo que acho uma explicação bem legal sobre esse processo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quem vai falar o que é certo?


Todos nós temos a tendência natural de achar que quando alcançamos nossos objetivos é porque agimos de forma correta, mas não é bem assim que as coisas acontecem no mundo real. Como diria o grande mestre Nelson Rodrigues: às vezes o “imponderável da silva” apronta das suas e faz com que as coisas tomem um rumo totalmente imprevisível. Não podemos controlar tudo que nos cerca.
Há momentos em que fazemos tudo certo, ou pensamos ser o certo, agimos conforme nos ensinam os manuais e dá tudo errado. É óbvio que o contrário também acontece, aí falamos que foi sorte ou azar. O que acontece, a meu modo de ver, é que se as coisas forem para dar certo ou errado, elas darão certo ou errado, não adianta. É claro que planejar, tomas os cuidados necessários aumentam as chances de atingirmos nossos objetivos, mas isso não é garantia de nada, na vida nada tem garantia, é preciso conviver com o imponderável.
Vejo isso de modo muito claro quando queremos conquistar uma namorada. Tomamos todo cuidado, nos apresentamos da melhor forma, somos carinhosos, elogiamos, mandamos flores, declamamos poesias e ... levamos um fora! Aí pensamos: onde que eu errei? Fui muito lento? Muito melado? Deveria ter sido mais ousado? Não meu amigo, o que aconteceu, foi simplesmente que não rolou química!
Quando acontece a química, quando a vontade e o desejo são mútuos, aí você pode gaguejar, se tremer, falar piadas infantis, piadas grossas e chulas que tudo diverte, tudo é legal. Tudo se torna correto. E como é fácil, tudo se encaminha naturalmente, sem forçar a barra, o cara não se torna chato. Uma coisa que falo para todos meus amigos, não rolou, sentiu que a menina não se encantou, desiste. Ficar no pé, só vai contribuir para aumentar a raiva e lhe achar um chato. Reconheça que não deu certo e parta para outra, é melhor para todos.
Isso me faz pensar em algo que venho acalentando há alguns anos, a noção de certo e errado está mais no destino do que na viagem. Caso você chegue a seu ponto final não importa o caminho que você fez. Se as coisas derem certo, tudo o que você fez passa a ser correto, mesmo que em outra ocasião deem errado, ou mesmo você admita que agiu de modo errado. O objetivo é o que conta.
Por essa razão meu amigo não fique nervoso quando você todo mauricinho, perfumado, penteado, educado perder a menina em uma festa para um “escroto” de boné virado, bermudão, corrente de aço no pescoço. Não, não há nada de errado contigo e no caminho adotado, apenas não rolou química com aquela menina em particular.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

É preciso estar preparado para tudo


Certa vez um mestre levou seu discípulo a uma humilde fazenda, a família era muito pobre e começaram a perguntar aos moradores o modo de vida naquele pequeno roçado. O patriarca afirmou que viviam exclusivamente do leite que uma vaquinha dava e com esse leite produziam os alimentos suficientes para suas sobrevivências.
Ao saírem, o mestre ordenou ao aluno que jogasse a vaquinha em um precipício. O jovem tentou argumentar, mas o mestre foi taxativo e então ele fez o que fora ordenado, matou a vaca. Passou um ano de sua vida se lamentando, se condenando. Como havia sido tão cruel? Acabar com o único sustento de uma humilde família?
Não suportando mais tal pressão resolveu voltar ao local para pedir perdão e tentar ajudar aquelas pessoas. Ao chegar lá o cenário que viu deixou mais apavorado. Era tudo lindo, plantações a perder de vista, uma linda e luxuosa sede, carros, piscina. Ele apavorado perguntou a um senhor: - Onde está aquela família pobre que morava aqui o ano passado? Tiveram que ir embora? O senhor respondeu:
- Somos nós. Lembro do senhor. Cadê o outro que o acompanhava? O aluno perguntou: mas como? O que houve? A resposta do velho o deixou chocado:
- Vivíamos naquela época do que dava aquela vaquinha, mas logo depois de sua visita, ela se perdeu e caiu em um barranco e morreu, sem ela tivemos que procurar outro meio de vida e então começamos a diversificar os negócios, a aproveitar melhor nossas terras e deu certo.
Depois de ler essa história em 2001, comecei a perceber como eu me agarrava também a um monte de vaquinhas e como isso, por vezes, atrasa nossa caminhada. Eu sei que é normal a todas as pessoas se acomodarem, não é próprio ao ser humano o stress. Tudo o que queremos na vida é uma situação que nos permita relaxar e viver no automático.
Mas temos que estar preparados, cada dia mais, para a morte de nossas vaquinhas, para poder diversificar nossos horizontes, nossas potencialidades. Hoje, não vou falar que não me apego a vaquinhas, sim me apego, mas não fico apavorado quando vejo elas morrendo. Temos que estar preparados para tudo, confiar em nós mesmos, não em uma postura arrogante, mas confiante. O mundo gira, o tempo passa e nada, nenhuma vaquinha é imortal.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Reclame aqui


Olá galera! Uso esse meu espaço de reflexões e algumas abobrinhas para dividir com vocês uma descoberta interessante que acabo de fazer. Descobri que em um mundo interconectado, onde a expressão “tempo real” faz cada vez mais sentido para todos, não precisamos mais recorrer ao velho PROCON e seus protocolos para fazer reclamações às empresas. Acreditem, há maneiras mais eficazes e mais rápidas de conseguir aquilo que queremos.
Recentemente, fiz um curso sobre Comunicação e Políticas Públicas e um dos palestrantes nos falou que as empresas e instituições estão cada dia mais atentas ao que circula sobre elas nas redes sociais. Até aí nenhuma novidade, todos que estão antenados sabem que uma opinião dada por um usuário no Orkut, Twitter, Facebook ou qulaquer outra tem, digamos, “o poder” de influenciar as opiniões dos demais seguidores ou pessoas que fazem parte da comunidade virtual.
Nesse aspecto, ele nos apresentou um site chamado “Reclame Aqui” e disse que era mais eficiente que o PROCON. No momento, reconheço que duvidei, mas fiquei de testá-lo, claro que teria que ter uma oportunidade, não que eu quisesse, pois reclamar é chato, a palavra significa clamar de novo, e ninguém gosta de pedir duas vezes, é bom e cômodo ser atendido de primeira.
Porém, mesmo sem querer, a oportunidade de testá-lo chegou: semana passado comprei na Netshoes – loja de departamento esportista pela internet – uma jaqueta do Palmeiras, pedido aceito, pagamento efetuado, tudo certo. E nada desse presente pessoal de aniversário chegar. Moro sozinho, perdi dia de trabalho para esperar o tão aguardado presente.
Ontem resolvi ligar e me dispor a não esperar, poderia ir à sede da transportadora pegar a encomenda. A moça falou que a mesma já estava na rua para entrega, relaxei e esperei. Anoiteceu e nada! Voltei a ligar para falar que na quarta iria trabalhar o dia inteiro, não estaria em casa e por isso queria ir ao local pegar meu pequeno tesouro. Par minha surpresa, o rapaz me falou que o item havia sido entregue, mas não havia ninguém e por isso o item voltou ao estoque!
Como em menos de seis horas, duas informações antagônicas saiam do mesmo sistema? Bem, fiz os trâmites, mas descontente, resolvi testar o reclame aqui. Postei a reclamação e – pasmem! – quinze minutos depois, um rapaz da auditoria me ligou com o maior interesse de resolver e aparentemente o resolveu, mas fiquei super satisfeito com a agilidade da resposta. Acho que é um caminho.
Quem quiser trilhá-lo aí vai o link: http://www.reclameaqui.com.br/areadoreclamante/reclamar/

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Um pouco de Amor Próprio


Fico chocado com todas as notícias sobre assassinato. Como alguém pode dormir pelo resto da vida sabendo que suas entranhas estão manchadas e marcadas pelo sangue de sua vítima? Porém, o que mais me choca é quando o crime é o chamado passional. Nossa! Fico perplexo com esses caras que por conta de um fim de um relacionamento matam suas parceiras ou vice-versa.
Fico a me perguntar: cadê o amor próprio dessas pessoas? Ninguém é obrigado a estar com outra pessoa sem querer, e se não quer, dane-se! Tem quem queira! A vida é dinâmica demais, isso é o legal dela, as coisas que hoje se apresentam de uma forma, amanhã poderão estar totalmente diferentes, espere, se acalme, as coisas poderão mudar.
Matar uma pessoa pelo fim de um relacionamento é o fim da picada. Literalmente!
O amor é bom se for algo compartilhado, uma troca mútua, um desejo mútuo regado diariamente com afeto, carinho, respeito, tesão. Essa é a base de todo relacionamento humano, até da amizade. Quem suporta ser amigo de alguém chato, pedante? Quando partimos para namoro e casamento então, aí que isso é mesmo fundamental. Qual é a graça de estar com alguém que não te ama, “está contigo” apenas por medo, pena, obrigação? Essas são características antagônicas às primeiras listadas.
Caso a pessoa chegue a conclusão de que não vale mais a pena estar contigo. Aceite. Não se rebaixe. Está tudo bem. Amanhã é outro dia. Seja feliz. Também procurarei a minha felicidade, diga. Não tenha medo de virar a página, boas histórias estão reservadas. Não tenha medo da solidão, se ame! Acima de tudo, se ame. Só tem medo da solidão aqueles que têm medo de seus próprios pensamentos, se relacione bem com você.
Lembre-se de que ninguém nasceu grudado em ninguém e que vivia muito bem sem aquela pessoa. Lamente se for o caso, até porque ninguém entra numa história apostando no fracasso, mas há coisas que fogem de seu domínio, portanto, mantenha a dignidade. Continue a viver, não feche portas, o sucesso e a derrocada são caminhos naturais a tudo, não é porque uma história deu errada que todas terão o mesmo fim.
Claro que isso não pressupõe uma atitude altiva, arrogante, tipo: - que se foda você, eu sou mais eu! As coisas não são assim. Valorize aquele que tenha uma atitude recíproca com você. Reconheça sempre que ela importante e que você quer tê-la ao seu lado, mas não se rebaixe nunca, ninguém merece que nos violentemos por ela e nem peça isso a ninguém.
Reconheça que o mundo, a vida reserva surpresas para todos, se você sente tesão por aquela nova pessoa do serviço ou da classe, admita que isso acontece todos os dias na vida do seu parceiro. Admita que realmente a nova pessoa que entrou na vida dela é mais interessante que você, deixe ela viver sua história, erga a cabeça e recomece a construir a sua.

PS. Quem quiser ouvir essa história resumida e poeticamente construída clique aqui.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vivendo e aprendendo a jogar II


Seria muito bom, seria muito legal se todas as pessoas pensassem, sentisse e agissem da mesma forma. Seria bem mais fácil para todos, não existiria problemas de relacionamento. A vida seria bem mais simples, bem mais segura. A forma que comecei esse texto é apenas uma provocação, uma tentativa de supormos tal situação.
Na verdade seria muito chato, muito monótono, é no conflito que as coisas evoluem, é na soma de idéias, opiniões, visões, experiências que o homem anda para frente na escala evolutiva. E aí que mora a chave de tudo, na soma e para somar é preciso ouvirmos, não podemos querer anular as opiniões contrárias. Isso tudo já venho falando há algum tempo nesse espaço.
Mas como todo dia aprendemos algo novo, por esses dias estou ratificando uma idéia que trago comigo há algum tempo: não podemos achar que temos a chave da salvação do mundo. O meu modo de ver e se comportar no mundo é bom para mim e só para mim. Eu não posso querer achar que esse modo é o único e o mais correto. Achar que tenho a possibilidade de salvar as pessoas e aqueles que não vivem como eu estão perdidos ou não sabem o que é bom.
Acho minha vida muito boa, sou um cara tranqüilo, não crio confusões, não crio dificuldades, acho que os problemas são do tamanho que damos a eles e que a melhor forma de resolver os problemas é não criá-los, ponto. Isso é bom para mim e só para mim, tem gente que gosta de confusão, gosta de pressão, rende melhor nessas condições, etc. Esse é o universo delas, para mim não dá, não durmo. Não sei me relacionar com o medo.
Um ensinamento cristão nos diz que não é correto dar aquilo que não queremos para nós aos outros. Isso sem dúvida é um bom começo, pois de fato, há certas coisas que são comuns não serem boas para ninguém. Entretanto, eu completaria o ditado cristão falando que talvez mais importante que não dar aquilo que julgamos não ser bom é olhar o mundo com os olhos do outro, sentir o mundo como o outro sente. Tarefa difícil, eu sei, mas devemos nos entregar a esse exercício.
Talvez o que não queira para mim é exatamente o que faz o outro feliz e antes de criticá-lo, preciso entende-lo. Quem nunca disse a seguinte: - como fulano não enxerga isso, é tão claro, é tão óbvio para mim. Quando falar isso novamente, procure trocar óculos com a pessoa, talvez o mundo que você passe a enxergar seja tão maravilhoso quanto o seu, diferente, mas incrivelmente belo.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vivendo e aprendendo a jogar I


Há uns dez ou onze anos mais ou menos eu lia bastante os livros do Paulo Coelho, li quase todos que ele publicou até 2001, depois parei, comecei a fazer faculdade e conhecer outros autores, sem nenhum juízo de valor, apenas deixei de lê-lo para ler outras coisas.
Em um desses livros, não me lembro mais qual, ele falava que todos os dias, em um determinado segundo acontece algo que pode mudar totalmente sua vida. Desde então sou meio impressionado com isso, fico procurando identificar esse segundo mágico. É claro que essa tarefa é muito difícil, requer sensibilidade para identificar e entender sinais que nem sempre – quase nunca são – claros.
Além dessa sensibilidade, também é necessário desprendimento. Pois convenhamos que não é nada fácil largar uma vida segura, que você sabe – ou pensa que sabe ao menos – para onde vai e se soltar atrás de uma aventura de futuro e frutos incertos. E para ser sincero, já encontrei vários segundos que eu poderia mudar tudo, mudar de cidade, de emprego, de vida, mas não quis, não quero, sou muito apegado com eu gosto e ser aventureiro tem seu preço que eu não estou disposto a pagar. Admiro quem tenha tais qualidades, mas não é para mim, já perdi muita gente pelo caminho, não quero mais.
Mas continuo procurando, gosto de ver esse limiar, um passo e nada será como antes, é legal, mas nunca dou o passo. E podem acreditar, Coelho tem razão, a cada dia nós podemos, em um segundo, mudar nossa vida inteira.
Porém, nessa busca por esse segundo mágico, aprendi outra coisa tão importante, ou talvez mais importante do que mudar a vida que é aprender a viver melhor. Eu constatei que todos os dias podemos aprender algo surpreendentemente novo e com qualquer pessoa, o garçom, o gari, o motorista, a colega de trabalho, um livro, uma propaganda, um programa de auditório, tudo e todos, sem exceção têm uma história, têm algo a dizer. Isso também requer sensibilidade e humildade.
Ontem eu estava assistindo a um programa que estreou na Band chamado A Liga e nele os repórteres se passavam ou acompanhavam um dia inteiro na companhia de um morador de rua. Caros, quantas histórias! Quantos ensinamentos! É claro que não precisamos subir na montanha para saber que ela é alta. Sempre tive a vontade, o desejo quase impulsivo de entrevistar todos os transeuntes que encontro nas ruas, quantas histórias não reveladas por aqueles verdadeiros baús não guardam. Queria ser um descobridor, um arqueólogo de histórias, remexer esses baús. Nossa! Quanta coisa legal, engraçada, emocionante não sairia.
Precisamos ter humildade para aprender com essas pessoas, com situações que nos encaram diariamente. Ao fazer isso com certeza nos transformaremos em pessoas mais tolerantes, pois aprenderemos a enxergar e a ouvir o outro. E sabe uma das coisas mais interessantes que aprendi nesse tempo e com esse programa: não devemos ficar muito entusiasmado quando tudo dá certo, pois a sorte pode virar, mas também não podemos ficar muito desanimado quando tudo dá errado, pois essa sorte também pode virar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Dica da Zona 2010


Retomando a freqüência normal de postagem, aqueles que acompanham esse canal sabem que terça-feira o espaço é dedicado a dicas. Para inaugurar 2010, o livro que destaco é O Físico – A Epopéia de um médico na Era Medieval de Noah Gordon. Acabo de ler esse livro, simplesmente demais. A história de um jovem que possui o dom de curar, frente a rigores religiosos da época, tendo também como pano de fundo a exuberância oriental em contradição com a pobreza e ignorância do ocidente, bem diferente dos dias atuais. Leia sobre a obra.
Música – Não posso deixar de falar nessa minha volta de uma cantora esplêndida que conheci nesse período afastado. Seu nome é Tiê e sua voz encantadora. Quem dera se todos pudessem admirar essa murher, claro que meu gosto não é universal, mas acho que pelo menos conhecê-la, todos deveriam. Aqui destaco duas de suas músicas que mais gosto – adoro todas – Se Enamora e Assinado Eu. Veja aqui e aqui.
Filme – Queridos amigos, desde o ano passado quero falar de um filme que gostei muito nem tanto pela história – que também é legalzinha – mas fica em segundo plano se comparada com a atuação de Selton Melo em A Mulher Invisível. Quem já assistiu a esse filme deve concordar, que não viu ainda, pode conferir. Assista ao trailler

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A falta que nos guia


Primeiramente quero pedir desculpas aos leitores desse espaço pela longa ausência, mas tempo é algo que está faltando para mim nesses últimos meses.
E para esse meu post de reestreia resolvi escrever sobre algo que tenho pensando com uma certa freqüência que é o sentido da falta e como ela nos guia, talvez muito mais do que as conquistas.
Morei quatro em uma pequena cidade do interior do Piauí e volto todos os anos, pois meus pais ainda vivem lá e algo me chama muito atenção sobre essa agradável cidade. Nós, seu moradores ou ex-moradores no momento em que vamos falar sobre esse município o fazemos através da falta.
Como assim? Pergunta-me os apressados. Explico: a definimos pelo que falta nela. Dizemos quase sempre: - lá falta isso, lá falta aquilo, lá não tem tal coisa, ou seja, é definida pelo que não tem. Isso acontece na definição de muitos lugares pobres ou de periferia. Mas seria muito legal a definirmos pelo o que ela tem. Lá tem paz, tem qualidade de vida, todo mundo se conhece, é fácil encontrar um amigo para tomar cerveja e dar risada. As pessoas são mais confiantes, pois se conhecem e muitas outras coisas que não vou descrever aqui, pois o foco não é esse.
O foco é discutir que na nossa vida também agimos assim quase todos os dias, nos punimos, nos cobramos, nos dilaceramos muito mais pelo que não temos, aquilo que nos falta e não percebemos tudo o que ganhamos e conquistamos. O que sem dúvida é um erro, pois ficamos permanentemente tristes, quando perdemos algo, ganhamos outra coisa.
Não adianta ficar se martirizando pelo que perdeu, imaginando sua vida caso tivesse conseguido, isso é uma trava. Comemore aquilo que ganhou, desfrute os resultados dessa conquista. Aquela menina que você não conseguiu conquistar é página virada, olhe para a mulher que está a seu lado, pare de viver de ilusão e viva a realidade.
Esse sentido e urgência da falta é muito bem explorado pela publicidade, ela desperta faltas em você. A pessoa tem seu celular e está funcionando muito bem, de repente aparece uma propaganda e ela se dá conta de que não sabe como viveu até aquele momento sem um celular com toques polifônicos. De uma hora para outra seu celular não presta e ela idealiza como a vida seria legal com o novo celular.
Muitas vezes, dezenas de vezes agimos assim com as pessoas que nos amam e está ao nosso lado pois idealizamos uma vida perfeita com outra pessoa que não está nem aí para nós. Precisamos valorizar nossas conquistas e esquecer um pouco o que nos falta, temos que olhar para frente e não ficar acorrentados a um passado, a uma ilusão.
Para facilitar o exercício, lembre da frase que diz: “aquele que perde o telhado em troca ganha a visão das estrelas”.